15 de Abril de 2014
Tinha acabado de chegar a casa, tinha almoçado, estava deitada no sofá, quase a adormecer. Recebo uma mensagem às 14:14h "Onde tas?". Fiquei feliz e preocupada ao mesmo tempo, aquela mensagem não era "normal" e só podia querer dizer uma coisa: que ele estava cá, em Guimarães. E estava mesmo. Disse-me pra ir ter com ele. Eu pensei, e pensei, e voltei a pensar se ía ou não. Só eu sei o quanto eu queria estar com ele, mas também só eu sei o medo que eu tinha. Decidi ir. Preparei-me e apanhei o autocarro para o centro. Nunca me tinha sentido assim, tão nervosa, tão ansiosa. Mandei-lhe uma mensagem a perguntar onde ele estava e fui direta pra lá. Cheguei ao destino. Vi-o de longe. Só conseguia pensar que não ia conseguir estar com ele, que não ia correr nada bem. Pensei 1000 vezes em voltar pra trás, mas pensei 1001 vezes que, se eu queria estar com ele, tinha de ultrapassar o meu medo. Saí do sitio onde estava e fui direta para o sitio onde ele estava. Quando estava a ir, reparei que ele também se tinha levantado do sitio onde estava. Foi uma coisa mesmo à filme. Ele vinha de um lado e eu do outro. Não cruzamos o olhar até chegarmos à beira um do outro. Ele abriu os braços para me abraçar. Abracei-o com todas as minhas forças. Nunca me tinha sentido tão bem, tão feliz, tão segura. Durou imenso tempo. Foi o abraço mais sentido que eu alguma vez já dei. Foi um momento mágico. O abraço acabou e ele deu-me um beijo na cara. Nesse momento eu esqueci toda a vergonha, todo o nervosismo. Mas depois disso, voltou tudo outra vez, e a triplicar. Foi horrivel. eu não sabia o que dizer, nem o que fazer. Não estivemos muito tempo naquele sitio. Ele tinha que apanhar o comboio, então levei-o à estação. O caminho até à estação até foi agradável. Já não estava tão nervosa. Ele fez algumas brincadeiras. Sentia-me bem. Chegamos à estação. Ficamos sentados algum tempo à espera da hora do comboio dele. A hora chegou. Eu não queria que ele fosse embora, mas tinha de ser. Não sabia o que havia de fazer. Não sabia se lhe dava um beijo, se o abraçava, naquele momento eu não sabia nada. Ele chegou-se a mim e deu-me o abraço mais apertado do mundo. Foi perfeito. Eu fiquei sem palavras. Não consegui dizer rigorosamente nada. Queria apenas ter dito "Obrigada por tudo, amo-te". Mas não consegui. Ele foi embora.

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